As mudanças climáticas sempre fizeram parte da história do nosso planeta, mudanças essas que definiram como o mundo realmente é hoje. Recentemente uma grande discussão levanta-se sobre o tema do aquecimento global, alguns consideram mito e outros defendem medidas a serem tomadas enquanto temos tempo.
O nosso planeta sofre constantemente mudanças, mas observa-se que nós humanos aceleramos ainda mais essas mudanças, em consequências das nossas ações ao longo da história da humanidade, desde quando dominamos a agricultura não paramos de modificar o nosso espaço, modificações essas que geraram muitas vezes ações irreversíveis, como a extinções de animais. Com avanço da humanidade modificamos ainda mais o espaço em que vivemos desde o desmatamento das florestas europeias durante a idade média até a emissão de gases poluentes cada vez maiores na atmosfera. A emissão desses gases juntamente com os desmatamentos, queimadas, entre outros fatores, contribuem para o aquecimento global, que pode ser definido como o processo de aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da Terra causado pelas emissões humanas de gases do efeito estufa, amplificado por respostas naturais a estas perturbações.
Com o aumento da temperatura as geleiras dos polos sofrem como derretimento, ocasionando assim o aumento do nível dos mares e consequentemente inundações nas áreas propícias localizadas tanto nos litorais, quanto nas áreas afastadas. Observa-se que isso geraria o caos nas grandes cidades mundiais, pois estas se localizam em áreas litorâneas como: Londres, Rio de Janeiro, Tóquio, Nova Iorque e entres outras cidades.
Alguns cientistas afirmam que o aquecimento global é um mito, não passa de uma história inventada, mas observa-se que as mudanças estão ocorrendo de maneira considerada rápida, mudanças que levariam séculos podem ocorrer em 50, 70 ou 90 anos.
Na lista abaixo, com dados do projeto Skeptical Science, que se dedica a refutar as crendices populares sobre o aquecimento, esclarecer os mal entendidos e divulgar a ciência de ponta em uma linguagem acessível, vão citados os dez mais frequentes argumentos (A) correntes entre o povo para negar a realidade ou a gravidade do fenômeno atual, usados também por políticos e empresas, junto com a resposta dos cientistas (R) em forma sintética:
A: O clima já mudou no passado. — R: O clima é um sistema sensível à influência de vários fatores. No passado houve fatores naturais que provocaram mudanças. Hoje, o fator determinante é a atividade humana.
A: O sol é a causa. — R: Desde a década de 1980 as tendências da atividade solar e da temperatura terrestre vão em direções opostas, ou seja, o sol está esfriando e a Terra está esquentando.
A: Não vai fazer mal. — R: Efeitos positivos sobre o meio ambiente, a produção de alimentos e a saúde humana são duvidosos, efeitos negativos importantes já estão sendo documentados por múltiplos estudos e provavelmente devem se agravar se o aquecimento continuar em sua progressão atual, ultrapassando largamente os alegados benefícios.
A: Não há consenso entre os cientistas. — R: O consenso existe e é quase unânime: cerca de 97% dos climatologistas concordam que a atividade humana é a causa do aquecimento atual.
A: Está na verdade esfriando. — R: A última década foi a mais quente na história dos registros.
A: Os modelos teóricos não são dignos de confiança. — R: Os modelos usados têm limitações e margens de erro, e como em geral são modelos globais, são imprecisos no que diz respeito a detalhamentos regionais, mas reproduzem com grande aproximação as mudanças em escala global do clima observadas historicamente, e por isso suas projeções para o futuro são plausíveis e confiáveis. Não obstante, os modelos vêm sendo constantemente aperfeiçoados.
A: Os registros não são dignos de confiança. — R: Muitas estações meteorológicas não são instaladas como deveriam para colher os dados adequadamente, podendo estar próximas de fontes de calor ou de estruturas que criam microclimas diferenciados, como os centros urbanos e suas ilhas de calor, mas os cientistas sabem disso e fazem as compensações necessárias para corrigir os dados e torná-los confiáveis. Além disso, os dados colhidos em estações terrestres são checados com outros obtidos por métodos diferentes, como por exemplo a sondagem por satélite e a análise de registros contidos no gelo e em sedimentos oceânicos. Essa checagem cruzada minimiza em muito a possibilidade de erro grave, e revela em todas as formas de análise resultados comparáveis.
A: Plantas e animais podem se adaptar a mudanças no clima. — R: É verdade, mas a adaptação das espécies selvagens a mudanças ambientais só acontece em largos períodos de tempo. A rapidez da mudança atual é demasiada para que os processos naturais de adaptação se completem a tempo para a vasta maioria das espécies, inevitavelmente levando à extinção ou a significativo declínio populacional muitos tipos de seres vivos. De fato, a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) prevê que se a elevação da temperatura chegar a 3,5 °C, até 70% de todas as espécies existentes hoje serão provavelmente extintas.
A: Desde 1998 não esquenta. — R: Em termos globais, 2005, 2010, 2014 e 2015 foram os anos mais quentes na história dos registros. As três últimas décadas foram as mais quentes desde 1850.
A: A Antártida está ganhando gelo. — R: Embora a área coberta por gelo possa estar se expandindo em alguns locais, o volume total do gelo está em declínio. Medições de satélite apontam que a Antártida perde mais de 100 quilômetros cúbicos de gelo a cada ano desde 2002.
Confira abaixo imagens que representam essas mudanças associadas ao aquecimento global:

A diminuição do gelo flutuante do Ártico é um dos sinais mais evidentes do aquecimento global. A animação acima mostra a redução entre 1979 e 2010.
Imagem de satélite do O ciclone Nargis:

O aumento da ocorrência de fenômenos de clima extremo como esses é uma consequência provável do aquecimento global.
Variação de temperatura na Terra de 1860 até 2004.
Cabe a você tirar suas próprias conclusões, você acredita ou não no aquecimento global ?
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